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  Prefácio - A Imprensa e a Prevenção das DST/AIDS
Márcio Ruiz Schiavo
 

A participação dos meios de comunicação social é, sem dúvida, fator crucial para o êxito das ações que visam proteger e promover os direitos da cidadania. No campo do direito à saúde, não é diferente. Sobretudo quanto à prevenção das DST/AIDS, são os meios de comunicação que mais têm contribuído para fazer chegar, aos diversos segmentos da sociedade brasileira, as informações e orientações de que as pessoas necessitam para se prevenir dos riscos de exposição ao HIV. Deste modo, os jornais, revistas, house-organs, emissoras de rádio e TV antecipam, apóiam e multiplicam a cobertura das diferentes ações preventivas desenvolvidas por organismos públicos, privados e não-governamentais. Sem dúvida, graças à intensa participação dos principais veículos de comunicação, foi possível reverter quadros gravíssimos de infecção pelo HIV em diversas comunidades ou segmentos sociais.
A ampla disseminação de informações claras, objetivas e fidedignas sobre as DST/AIDS, com ênfase nas estratégias e práticas protetoras, auxilia as pessoas a adotar atitudes e comportamentos que tendem a afastar os riscos de exposição ao HIV e aos microorganismos causadores das demais DST. Em todo o mundo, essa é a chave para a redução dos coeficientes de infecção nos vários segmentos sociais e, principalmente, nos grupos cujos comportamento e práticas sexuais podem se constituir em fator que facilita o contato com os agentes causadores de DST/AIDS. No Brasil, integrando-se ao trabalho desenvolvido pelos órgãos públicos e ONGs que atuam na área, os meios de comunicação têm-se mantido na linha de frente do combate ao HIV, propiciando à população informações e orientações detalhadas sobre a AIDS, suas formas de transmissão, principais sintomas e, sobretudo, como evitá-la, adotando-se novas práticas e comportamentos sexuais que privilegiem o uso correto da camisinha.

Não se pode negar que o amplo e fácil acesso a essas informações amplia a autonomia dos indivíduos para exercitar sua sexualidade de maneira segura. Contudo, sabe-se que o fato de as pessoas estarem informadas sobre os eventuais riscos a que estão expostas e as formas de evitá-los não garante que elas irão adotar práticas e/ou comportamentos protetores. Assim, todos os agentes que intervêm na prevenção às DST/AIDS (incluindo-se os meios de comunicação) deverão dar um passo adiante, visando difundir o conceito de que a AIDS não é um problema dos "outros"; uma questão distante à qual alguém esteja imune, mas sim, que o problema é de toda a sociedade e que todos devem adotar medidas preventivas, tanto para auto-proteção quanto para a proteção de seus parceiros ou parceiras.

Com esse objetivo, é fundamental que as mensagens estejam adequadamente segmentadas, além de adaptadas ao público alvo em termos de conteúdo, enfoque, linguagem e estilo. Neste contexto, destaca-se a feliz e oportuna iniciativa da Secretaria de Políticas de Saúde e da Coordenação Nacional de DST/AIDS, do Ministério da Saúde, que promoveram nos dias 5, 6 e 7 de maio o I Seminário Sobre DST/AIDS no Local de Trabalho. Dirigido a jornalistas sindicais, o evento visou instrumentalizar os participantes com informações e estratégias que lhes permitam abordar a questão das DST/AIDS de maneira mais efetiva junto às diversas categorias profissionais. Foi, portanto, uma iniciativa da maior relevância e que, sem dúvida, contribuirá para ampliar e consolidar a participação da imprensa sindical nessa crucial questão de saúde e de cidadania, que é a prevenção das DST/AIDS. 


Márcio Ruiz Schiavo - É Sexólogo, Professor do Mestrado em Sexologia da Universidade Gama Filho no Rio de Janeiro.

 

 
 
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